quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Alerta sobre o uso de Isoterápico homeopático contra febre amarela

O emprego da homeopatia no caso da febre amarela consiste na indicação de medicamentos homeopáticos que auxiliam na profilaxia e tratamento dos sintomas. A vacinação estabelecida conforme as diretrizes do Programa Nacional de Imunização, do Ministério da Saúde, é a medida mais importante para a prevenção e o controle da doença.
A vacina contra a febre amarela é preparada a partir do vírus vivo atenuado e produzida no Brasil. Sua imunidade ocorre dez dias após a aplicação, conferindo imunidade, segundo a OMS, por toda a vida.
Desde a criação da homeopatia pelo médico alemão Dr. Samuel Hahnemann, essa terapêutica vem atuando em epidemias, e há relatos históricos documentados que demonstram resultados e benefícios bastante significativos.
Apenas para exemplificar, a homeopatia foi usada com sucesso nas seguintes epidemias: escarlatina, em 1799 na Alemanha; púrpura miliar, em 1801; tifo, em Leipizig, no ano de 1813; cólera, entre 1831 a 1834, na Europa; cólera em 1854, Inglaterra; e gripe espanhola, em 1918, nos EUA.
Aqui no Brasil não é diferente. Existem relatos com êxito da homeopatia nas epidemias de escarlatina, no Rio de Janeiro (João Vicente Martins, 1849); febre amarela, na Bahia, entre 1850 a 1852; cólera, a partir do Pará (1855), chegando ao Recife, e depois ao Rio de Janeiro; febre amarela também no Rio de Janeiro (1870, 1873, 1875 e 1877). Gripe em 1918. Mais recentemente há registros pormenorizados e divulgados nas epidemias de meningite meningocócica, em São Paulo, e dengue, na cidade de São José do Rio Preto (SP), em 2001.
Na maioria destes casos houve a utilização do agente causal preparado de forma homeopática ou isoterápico, para auxiliar no tratamento e prevenção das doenças, sendo esta uma prática tradicional que está respaldada pela Farmacopéia Homeopática Brasileira.
O medicamento homeopático preparado a partir da vacina da febre amarela, ou isoterápico, atenua mais ainda o vírus vivo e pode ser complemento individual às medidas preventivas coletivas já elencadas pelo Ministério da Saúde. Consulte seu médico ou farmacêutico homeopata e se informe dos limites de atuação deste medicamento homeopático.
É preciso deixar claro que é um equívoco chamar um isoterápico de vacina homeopática, termo que não existe oficialmente nesta prática terapêutica. Reafirmamos que, no caso da febre amarela, a vacinação estabelecida conforme as diretrizes do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde é a medida mais importante para a prevenção e o controle da doença.
IMPORTANTE! Destacamos ainda que, qualquer prática ou informação dissonante com o teor desta nota técnica por parte de farmacêuticos, deve ser informada aos conselhos de Farmácia para que providências sejam adotadas.
Grupo de Trabalho Sobre Homeopatia do Conselho Federal de Farmácia

Fonte: Comunicação do CFF
Para acessar a matéria diretamente da página do Conselho Regional de Farmácia, clique aqui

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Cuidados no armazenamento de insulinas

por Fernanda L. da S. Machado
A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas responsável por controlar os níveis de açúcar (glicose) no sangue. Todas as pessoas com diabetes tipo 1 e algumas com diabetes tipo 2 precisam usar regularmente injeções de insulina. 

Existem diversos tipos de insulinas atualmente no mercado que se diferenciam entre si pelo tempo que vão começar a agir no corpo e ainda pela duração do efeito. Entretanto, para que as insulinas sejam utilizadas adequadamente é importante estar bem informado quanto aos cuidados no armazenamento do produto. A insulina é muito sensível à luz e temperaturas extremas de frio e calor, de forma que se não for bem guardada, pode ocorrer degradação e consequentemente, perda do efeito. Devido à importância da conservação adequada, preparamos estas dicas para ajudar você a guardar bem sua insulina.

Caso tenha alguma dúvida, não deixe de entrar em contato conosco. Envie sua pergunta através do nosso formulário!

 

Revisado porDanielle Maria de Souza Serio dos Santos,  Juliana Givisiéz Valente.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Uso periódico de medicamentos para vermes: quais os critérios para o emprego sem o diagnóstico de parasitas?

por Fernanda Lacerda da Silva Machado

Por que abordar este tema? Para começar, vale lembrar que as verminoses representam um sério problema de saúde em diversos países do mundo. A Organização Mundial da Saúde estima que aproximadamente 1,5 bilhão de pessoas estejam contaminadas no mundo somente com as chamadas geohelmintíases ou verminoses transmitidas pelo solo, causadas principalmente por Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura e pelos ancilostomídeos (Ancylostoma duodenale e Necator americanus) (1).

Estes vermes são transmitidos a partir dos ovos eliminados nas fezes que contaminam o solo e a água em locais com saneamento básico deficiente. A infecção pode ocorrer por meio da ingestão dos ovos (Ascaris lumbricoides e Trichuris trichiura) ou larvas (ancilostomídeos) através do alimento, água, mãos ou utensílios contaminados.  A infecção pelos ancilostomídeos, que causam, por exemplo, a ancilostomose ou o popularmente conhecido amarelão, pode se dar ainda pela penetração das larvas pela pele, principalmente ao andar descalço em um local contaminado. Uma vez que os parasitas não se multiplicam na pessoa, novos vermes só se desenvolvem a partir de contatos repetidos com as formas infectantes, ou seja, com o ovo ou a larva (2).

Alerta Viekira Pak


terça-feira, 2 de maio de 2017

FDA emite alerta restringindo o uso de codeína e tramadol em crianças e mulheres durante a amamentação

A agência reguladora do mercado farmacêutico dos Estados Unidos, o FDA (Food and Drug Administration) emitiu recentemente um alerta para a utilização de medicamentos contendo os analgésicos codeína e tramadol em crianças e mulheres que estão amamentando. 

A agência destaca que o uso destes produtos em crianças com idade inferior à 12 anos pode trazer riscos e recomenda ainda cautela na utilização em adolescentes de 12 a 18 anos, especialmente em casos de obesidade, problemas pulmonares graves ou apneia obstrutiva do sono, que podem aumentar o risco de reações respiratórias. 

O alerta para mulheres durante a amamentação deve-se ao risco de reações ao bebê, tais como sonolência excessiva, dificuldades respiratórias e de amamentação. 

Caso estes medicamentos sejam utilizados, é importante ficar atento se a criança ou adolescente apresentam sinais de reações respiratórias, como respiração lenta, fraca, difícil ou com ruídos, além de confusão, sonolência acima do normal, fraqueza e dificuldade para mamar. Nestes casos, deve-se procurar atendimento médico com urgência. 

Ficou com alguma dúvida? Envie sua pergunta através do nosso formulário

Referência
FDA. FDA restricts use of prescription codeine pain and cough medicines and tramadol pain medicines in children; recommends against use in breastfeeding women. Disponível em: https://www.fda.gov/Safety/MedWatch/SafetyInformation/SafetyAlertsforHumanMedicalProducts/ucm554029.htm. Acesso em: 02 mai. 2017.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Anticoncepcional e Trombose: Qual o risco?

por Alice Gonçalves de Souza

Ultimamente muitas mulheres fazem uso das pílulas anticoncepcionais para evitar uma possível gravidez. De acordo com estimativas das Nações Unidas em 2015, 24,1% das mulheres faziam uso de pílulas anticoncepcionais no Brasil. Entretanto o que muitas ficam preocupadas é com a possível relação dessas pílulas com uma doença que vem sendo muita comentada: a trombose. (1).

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Esteroides anabolizantes: vale a pena se arriscar?

por Kelly Monteiro de Barros e Fernanda Lacerda da Silva Machado

Sabe-se que atualmente o consumo de esteroides anabolizantes tem crescido notoriamente na sociedade, decorrente da supervalorização do corpo e da beleza, especialmente no que diz respeito a jovens. Consequentemente, danos à saúde podem ser observados, uma vez que essas substâncias são, por vezes, utilizadas inadequadamente. (1)

Apesar dos malefícios causados, na maioria das vezes pelo seu uso incorreto, os esteroides anabólicos possuem uso terapêutico e podem ser empregados no tratamento de condições, como: aumento da produção de sangue em alguns casos de anemia, aumento do apetite e crescimento corporal em pacientes com AIDS e câncer, queimaduras graves, osteoporose, recuperação de lesões e na reposição hormonal em casos de deficiência. (2)

Os anabolizantes funcionam em nosso organismo como hormônios e não são permitidos para uso em alimentos. Já os suplementos alimentares são produtos que fornecem nutrientes necessários ao consumo da dieta diária, com intuito de suprir carências nutricionais do organismo. (3) Contudo, esses suplementos nem sempre estão livres de substâncias perigosas. Alguns estudos indicam que muitos produtos comercializados como suplementos estão contaminados com substâncias como estimulantes e esteroides que nem sempre estão descritos no rótulo. Por isso, não se deve confiar nos rótulos de produtos contendo anabolizantes, principalmente naqueles comprados no mercado negro. Dados dos produtos recolhidos pela Polícia Federal entre 2006-2011 revelaram que 32% destes eram falsificados e que cerca da metade não apresentava a substância que estava declarada no rótulo. Desta forma, é sempre importante se atentar às orientações nutricionais e médicas. (4)

Na ilustração a seguir, podemos observar algumas das alterações causadas pelo uso de anabolizantes. Se você ficou com alguma dúvida, envie sua pergunta para o CRIM.




Referências:

1. IRIART, Jorge Alberto Bernstein; ANDRADE, Tarcísio Matos de. Musculação, uso de esteroides anabolizantes e percepção de risco entre jovens fisiculturistas de um bairro popular de Salvador, Bahia, Brasil. Cad. Saúde Pública, v. 18, n. 5, p. 1379-87, 2002.

2. Micromedex® 2.0. Disponível em: http://www-micromedexsolutions-com.ez29.periodicos.capes.gov.br.  Acesso em: 9 fev. 2017.

3. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). O que é e para que serve o suplemento alimentar? Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/informacoes-tecnicas13/. Acesso em 21 fev. 2017

4. ABRAHIN, Odilon Salim Costa; DE SOUSA, Evitom Corrêa; SANTOS, Azenildo Moura. Prevalence of the use of anabolic-androgenic steroids in Brazil: a systematic review. Substance use & misuse, v. 49, n. 9, p. 1156-1162, 2014.

Revisão: Thaísa Amorim Nogueira