quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Dor de cabeça por uso excessivo de analgésicos?

por Fernanda Lacerda da Silva Machado

A dor de cabeça é um problema comum. Por isso, muitos já tem sua receita preferida para tratá-la. Mas o que algumas pessoas desconhecem é que o uso excessivo de medicamentos para controlar a dor de cabeça pode na verdade agravar o quadro. 

O fenômeno, também chamado de cefaleia rebote, pode surgir com o uso prolongado de medicamentos bem conhecidos, como aspirina, paracetamol, diidroergotamina e sumatriptano, mesmo que utilizados dentro das doses diárias recomendadas.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Alerta: Medicamento Flogo-Rosa® não deve ser ingerido



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) publicou um alerta sanitário sobre os riscos da ingestão do medicamento Flogo-Rosa® (cloridrato de benzidamina), especialmente em crianças. A ingestão acidental em quantidades elevados do medicamento pode acarretar agitação, ansiedade, alucinações e convulsões, além de contribuir para o desenvolvimento de quadros de gastrite, úlcera, falência renal, entre outras.
O Flogo-Rosa® é indicado para lavagens vaginais durante o tratamento de vulvovaginites aguda (Inflamação dos tecidos da vulva e vagina) e não deve ser ingerido. Este medicamento possui propriedades anti-inflamatórias e atua aliviando os sintomas da dor, ardor, coceira e corrimento, e também pode ser utilizado no tratamento de micoses, como preventivo no pré e pós-operatório em cirurgias vaginais ou na higiene intima do pós-parto.
Segunda a ANVISA, a agência tem recebidos notificações sobre o uso indevido do Flogo-Rosa®. Algumas pessoas ingeriram o medicamento ou administraram a crianças também por uso oral, apesar dos avisos na bula e na própria embalagem do produto para não ingeri-lo. Também foram observados casos de ingestão acidental por crianças e adultos pelo Centro de Vigilância de São Paulo (CVS-SP) e o Centro de Assistência Toxicológica de São Paulo (CEATOX-SP).

Orientações para o uso apropriado do Flogo-Rosa®:
·         Apenas utilize o medicamento SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
·         Pergunte ao médico e/ou farmacêutico a forma correta de utilização antes de iniciar o tratamento
·         Em caso de ingestão acidental, procure imediatamente orientação médica ou um pronto-socorro informando a quantidade ingerida, o horário da ingestão e os sintomas. Se possível leve a embalagem ou bula do medicamento
·         Mantenha o medicamento fora do alcance de crianças e animais de estimação


Referências
Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Alerta: Medicamento Flogo-Rosa® não /d/eve ser ingerido. Acessado em 27/06/2016.Link:
http://portal.anvisa.gov.br/noticias/-/asset_publisher/FXrpx9qY7FbU/content/alerta-medicamento-flogo-rosa-nao-deve-ser-ingerido/219201?p_p_auth=er8mBcAQ&inheritRedirect=false&redirect=http%3A%2F%2Fportal.anvisa.gov.br%2Fnoticias%3Fp_p_auth%3Der8mBcAQ%26p_p_id%3D101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-4%26p_p_col_count%3D5

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Atenção ao uso de antiácidos que contenham ácido acetilsalicílico na formulação

O FDA alerta aos consumidores e profissionais de saúde sobre o risco de grave hemorragia com o uso de antiácidos que contenham ácido acetilsalicílico em sua formulação. 

Existem evidências bem documentadas dos efeitos do ácido acetilsalicílico sobre o revestimento do estômago e em retardar ou parar a atividade de coagulação das células sanguíneas, e por isso, medicamentos antiácidos, usados para o tratamento da azia, má digestão e hiperacidez gástrica, que contenham o ácido acetilsalicílico podem ocasionar ou agravar eventos hemorrágicos.

Referência:
FDA. Warning: Aspirin-Containing Antacid Medicines Can Cause Bleeding. http://www.fda.gov/ForConsumers/ConsumerUpdates/ucm505110.htm Acessado em 15/06/2016.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Novo alerta para o uso de antibióticos da classe das fluorquinolonas

A agência norte-americana FDA (Food and Drug Administration) publicou recentemente um alerta para o uso de antibióticos da classe das fluorquinolonas, que inclui medicamentos como moxifloxacino (AvaloxÒ), ciprofloxacino (CiproÒ), gemifloxacino (FactiveÒ) e levofloxacino (LevaquinÒ).

Segundo o FDA, os efeitos adversos associados a estes medicamentos superam os benefícios de seu uso em pacientes com sinusite aguda, bronquite aguda e infecções não complicadas do trato urinário, condições nas quais há outras opções de tratamento.

Uma revisão dos dados de segurança indicou que o uso sistêmico de fluorquinolonas, tanto por via oral como injetável, está associado a efeitos adversos potencialmente graves. Estes podem envolver tendões, músculos, articulações, nervos e o sistema nervoso central.

Os pacientes devem entrar em contato imediatamente com o médico caso surjam reações como dores musculares, nas articulações e tendões; sensação de formigamento ou pontadas; confusão e alucinações. 

Caso você tenha dúvidas sobre o uso destes ou de outros medicamentos, envie sua pergunta!


Referência:

FDA. FDA advises restricting fluoroquinolone antibiotic use for certain uncomplicated infections; warns about disabling side effects that can occur together [Internet]. FDA. [citado 6 de setembro de 2016]. Recuperado de: http://www.fda.gov/Drugs/DrugSafety/ucm500143.htm

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Febre: conceito, causas e cuidados

por Fernanda Lacerda da S. Machado

A temperatura do corpo é normalmente regulada pela região do cérebro chamada de hipotálamo. A febre representa uma alteração no termostato que controla a temperatura corporal. As causas mais comuns são infecções, alterações inflamatórias e alguns medicamentos (1). 

Na maioria das vezes, a febre está associada a condições que se resolvem espontaneamente, sem necessidade de tratamento, como nos casos de infecções virais comuns (2).


Quando tratar a febre?

terça-feira, 5 de abril de 2016

Gripe H1N1: como se proteger?

por Fernanda Lacerda da Silva Machado

As notícias de mortes recentes por complicações do vírus da gripe H1N1 chama novamente atenção para a doença que foi considerada uma epidemia global no ano de 2009, a chamada gripe suína (1). O vírus H1N1 causa sintomas bem semelhantes aos causados por outros tipos de vírus Influenza. Portanto, o quadro clínico, assim como os cuidados e formas de prevenção, são os mesmos das gripes de forma geral (2). 

O vírus é transmitido por meio de secreções contaminadas das vias respiratórias que são eliminadas ao falar, tossir ou espirrar. O contágio também pode ocorrer pelas mãos, que após contato com superfícies sujas com secreções respiratórias, pode levar o vírus a boca, olhos e nariz (3).

A maioria das pessoas se recupera de uma gripe naturalmente, enquanto algumas tem risco maior de desenvolver complicações como idosos, crianças, gestantes e pessoas que já tenham alguma outra doença. Desta forma, visando reduzir os riscos de complicações com internações ou mortes, o Ministério da Saúde lançou recentemente a 18a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, que ocorrerá entre os dias 30 de abril a 20 de maio de 2016. O objetivo é vacinar 49,8 milhões de pessoas (4).

Quer saber mais informações? Veja nosso infográfico.



Em caso de dúvidas, envie sua pergunta através da aba Envie aqui sua pergunta.

Referências:

1.            Micromedex® Healthcare Series. Novel influenza A, H1N1 [Internet]. Truven Health Analytics Micromedex Solutions. [citado 31 de março de 2016]. Recuperado de: http://www-micromedexsolutions-com.ez29.periodicos.capes.gov.br/micromedex2/librarian/CS/F5A759/ND_PR/evidencexpert/ND_P/evidencexpert/DUPLICATIONSHIELDSYNC/691BCB/ND_PG/evidencexpert/ND_B/evidencexpert/ND_AppProduct/evidencexpert/ND_T/evidencexpert/PFActionId/evidencexpert.IntermediateToDocumentLink?docId=CR3742A&contentSetId=136&title=Novel+influenza+A%2C+H1N1&servicesTitle=Novel+influenza+A%2C+H1N1#
2.            Centers for Disease Control and Prevention. Everyday Preventive Actions That Can Help Fight Germs, Like Flu [Internet]. [citado 30 de março de 2016]. Recuperado de: http://www.cdc.gov/flu/pdf/freeresources/updated/everyday_preventive.pdf
3.            Brasil, Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Protocolo de tratamento de Influenza: 2015. 
4.            Brasil, Ministério da Saúde. Informe técnico - Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza [Internet]. 2016 [citado 30 de março de 2016]. Recuperado de: http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2016/marco/11/informe-tecnico-campanha-vacinacao-influenza-2016.pdf

Revisão: Danielle Maria de Souza Sério dos Santos, Juliana Givisiéz Valente, Samantha Monteiro Martins e Thaisa Amorim Nogueira.



terça-feira, 29 de março de 2016

Formulário de registro de medicamentos

Para ajudar você, preparamos um formulário em pdf onde podem ser incluídos os medicamentos que você utiliza, as doses, como este é utilizado e para quê, o período que você usou e o médico que receitou.

Você pode fazer o download e digitar estas informações no arquivo ou imprimir e escrever. Caso tenha dúvidas, você pode pedir auxílio de um farmacêutico ou ainda enviar sua pergunta através do Envie aqui sua pergunta.


segunda-feira, 21 de março de 2016

Sibutramina: sonho ou pesadelo para quem quer emagrecer?

por Fernanda Lacerda da S. Machado

Se você vive lutando contra os números na balança, certamente já ouviu falar na sibutramina. Ela é uma substância bem parecida com a anfetamina, age no corpo aumentando a duração de ação da serotonina e noradrenalina. Estas substâncias atuam como neurotransmissores, ou seja, são responsáveis pela comunicação entre os neurônios, controlando diversas funções, como apetite, humor, pressão arterial, dentre outros (1).


A sibutramina foi aprovada para uso como inibidor de apetite para o tratamento da obesidade. Entretanto, foi retirada do mercado em 2010 nos Estados Unidos e na Europa após a divulgação de um estudo feito com cerca de 10.000 pessoas com doença cardiovascular e/ou diabetes (2). Neste trabalho, observou-se que o uso da sibutramina elevou em 16% o risco de problemas cardiovasculares como infarto, acidente vascular cerebral e parada cardíaca. Assim, muitos países consideram que estes riscos superam os benefícios de redução de peso para a maioria das pessoas.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Dengue: a nova vacina é a solução?

A dengue é a doença viral, transmitida por inseto, de maior incidência no mundo representando um grave problema de saúde para aproximadamente 120 países (1). Estima-se que 390 milhões de pessoas sejam infectadas pelo vírus anualmente (2). 

Devido à relevância do problema, a Organização Mundial da Saúde estabeleceu como meta a redução da mortalidade por dengue em 50% até 2020. Entretanto, para atingir esta redução, diversas organizações, indústrias e governos têm concentrado esforços na busca de uma vacina, incluindo a Fundação Bill e Melinda Gates, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (3).

O principal desafio no desenvolvimento da vacina da dengue é garantir que esta irá conferir proteção contra os quatro subtipos de vírus. Mas por que este cuidado? Você já deve saber que a chance de alguém desenvolver as formas mais graves da doença aumenta se ela já teve dengue anteriormente. Portanto, se uma vacina proteger somente contra o subtipo 2, seria possível a infecção pelo subtipo 3, por exemplo. E neste caso, o risco de desenvolver a dengue hemorrágica seria maior (4). 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Anvisa orienta ao consumidor que denuncie repelentes que não funcionam

O uso de repelentes tem sido uma das principais estratégias para prevenção das doenças transmitidas por mosquitos, como a dengue, o Zika vírus e a Chikungunya. Para garantir proteção, recomenda-se o uso exclusivo de produtos que tem registro na Anvisa e também seguir as instruções contidas nos rótulos. Se mesmo seguindo estes cuidados, houver picadas de insetos dentro do tempo previsto de proteção, a Anvisa recomenda que o consumidor denuncie à agência.  

Veja onde consultar os produtos registrados no Brasil e também como fazer a denúncia de problemas com o uso de repelentes no site da Anvisa.