segunda-feira, 13 de março de 2017

Anticoncepcional e Trombose: Qual o risco?

por Alice Gonçalves de Souza

Ultimamente muitas mulheres fazem uso das pílulas anticoncepcionais para evitar uma possível gravidez. De acordo com estimativas das Nações Unidas em 2015, 24,1% das mulheres faziam uso de pílulas anticoncepcionais no Brasil. Entretanto o que muitas ficam preocupadas é com a possível relação dessas pílulas com uma doença que vem sendo muita comentada: a trombose. (1).

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Esteroides anabolizantes: vale a pena se arriscar?

por Kelly Monteiro de Barros e Fernanda Lacerda da Silva Machado

Sabe-se que atualmente o consumo de esteroides anabolizantes tem crescido notoriamente na sociedade, decorrente da supervalorização do corpo e da beleza, especialmente no que diz respeito a jovens. Consequentemente, danos à saúde podem ser observados, uma vez que essas substâncias são, por vezes, utilizadas inadequadamente. (1)

Apesar dos malefícios causados, na maioria das vezes pelo seu uso incorreto, os esteroides anabólicos possuem uso terapêutico e podem ser empregados no tratamento de condições, como: aumento da produção de sangue em alguns casos de anemia, aumento do apetite e crescimento corporal em pacientes com AIDS e câncer, queimaduras graves, osteoporose, recuperação de lesões e na reposição hormonal em casos de deficiência. (2)

Os anabolizantes funcionam em nosso organismo como hormônios e não são permitidos para uso em alimentos. Já os suplementos alimentares são produtos que fornecem nutrientes necessários ao consumo da dieta diária, com intuito de suprir carências nutricionais do organismo. (3) Contudo, esses suplementos nem sempre estão livres de substâncias perigosas. Alguns estudos indicam que muitos produtos comercializados como suplementos estão contaminados com substâncias como estimulantes e esteroides que nem sempre estão descritos no rótulo. Por isso, não se deve confiar nos rótulos de produtos contendo anabolizantes, principalmente naqueles comprados no mercado negro. Dados dos produtos recolhidos pela Polícia Federal entre 2006-2011 revelaram que 32% destes eram falsificados e que cerca da metade não apresentava a substância que estava declarada no rótulo. Desta forma, é sempre importante se atentar às orientações nutricionais e médicas. (4)

Na ilustração a seguir, podemos observar algumas das alterações causadas pelo uso de anabolizantes. Se você ficou com alguma dúvida, envie sua pergunta para o CRIM.




Referências:

1. IRIART, Jorge Alberto Bernstein; ANDRADE, Tarcísio Matos de. Musculação, uso de esteroides anabolizantes e percepção de risco entre jovens fisiculturistas de um bairro popular de Salvador, Bahia, Brasil. Cad. Saúde Pública, v. 18, n. 5, p. 1379-87, 2002.

2. Micromedex® 2.0. Disponível em: http://www-micromedexsolutions-com.ez29.periodicos.capes.gov.br.  Acesso em: 9 fev. 2017.

3. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). O que é e para que serve o suplemento alimentar? Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/informacoes-tecnicas13/. Acesso em 21 fev. 2017

4. ABRAHIN, Odilon Salim Costa; DE SOUSA, Evitom Corrêa; SANTOS, Azenildo Moura. Prevalence of the use of anabolic-androgenic steroids in Brazil: a systematic review. Substance use & misuse, v. 49, n. 9, p. 1156-1162, 2014.

Revisão: Thaísa Amorim Nogueira

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Glicinato férrico x Sulfato ferroso

Esta semana publicamos em nossa seção Perguntas respondidas a seguinte dúvida:

Qual a vantagem de usar Glicinato férrico (Neutrofer®, Keferm®, Novofer Ped®, etc.) em relação ao sulfato ferroso?

Quer saber mais? Leia aqui a resposta.

Se você também quiser enviar sua dúvida, preencha nosso formulário na aba Envie aqui sua pergunta.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Esclarecer para melhor viver

No Dia Mundial de Luta contra Aids, estudantes de Petrópolis (RJ) esclarecem suas dúvidas com o CRIM UFRJ – Macaé


por Alice Gonçalves de Souza, Fernanda Lacerda da Silva Machado, Kelly Monteiro de Barros e Vanessa Lacerda da Silva Rangel

Por que falar sobre Aids ainda é um assunto importante? Especialmente entre os jovens e adolescentes, será que, na sociedade da informação dos dias atuais, faz-se necessário discutir esse tema? Essas foram as perguntas da professora de Língua Portuguesa Vanessa Lacerda da Silva Rangel, ao trabalhar com os alunos do 9º ano o livro autobiográfico “Depois daquela viagem”, de Valéria Polizzi. “Ao lermos a história de uma adolescente que contraiu Aids na primeira relação sexual, pude perceber o quanto esse assunto está distante dos jovens atualmente”, conta a professora, após constatar que a principal preocupação dos alunos, quando o assunto é sexo, resume-se à gravidez indesejada. Ao longo dos anos, o medo de se contrair o HIV, muito comum nas décadas de 1980 e 1990, foi pouco a pouco diminuindo, graças aos avanços no tratamento. No entanto, é preciso alertar jovens e adolescentes sobre os riscos das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). “Conforme a leitura avançava, percebi que havia muitas dúvidas a respeito da Aids. Por isso entrei em contato com o CRIM UFRJ – Macaé, em busca da ajuda para responder aos questionamentos dos alunos”, explica Vanessa, já que um dos objetivos do trabalho com o livro era oferecer informações confiáveis para orientação dos estudantes. 

Confira, a seguir, algumas das perguntas que surgiram durante o trabalho com o livro:

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Estados Unidos proíbe a venda de sabonetes com antibacterianos

A agência americana FDA (Food and Drug Administration) determinou recentemente a suspensão da comercialização de sabonetes contendo agentes com ação antibacteriana como o triclosan. A proibição não se estende a produtos de uso hospitalar e higienizadores sem enxágue, como lenços umedecidos.

Em 2013 a agência determinou que os fabricantes realizassem estudos para comprovar a segurança e eficácia dos sabonetes contendo substâncias com ação antibacteriana. Entretanto, as empresas não apresentaram os dados necessários para garantir a continuidade da comercialização destes produtos.

Os fabricantes terão um ano para se adaptar à nova regra, que poderá ser feita tanto através da retirada do mercado ou ainda alterando a composição dos produtos.

Quer saber mais sobre o tema? Veja: Sabonetes antibacterianos: vale a pena comprá-los?

Referência:
FDA. FDA issues final rule on safety and effectiveness of antibacterial soaps. Disponível em: < http://www.fda.gov/NewsEvents/Newsroom/PressAnnouncements/ucm517478.htm >. Acesso em: 5 set. 2016. 

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Paz com tarja preta

por Fernanda Lacerda da Silva Machado

A perda de uma pessoa querida, uma discussão de família, a ansiedade para uma apresentação do trabalho, preocupações financeiras, dificuldades para dormir, a angústia pelo fim de um relacionamento, a pressão para cumprir um prazo são situações que fazem qualquer um desejar um comprimido para trazer um pouco de tranquilidade em meio ao caos. 

Assim, seja por indicação de parentes, amigos, médicos ou outros profissionais de saúde, muitos iniciam suas histórias pessoais de convivência com o Rivotril®. Há aqueles que carregam sempre uma cartela de comprimidos para um estresse que possa ocorrer eventualmente. Conhecido como “pílula da felicidade”, “comprimido do relax” ou “gotinha da paz”, o Rivotril® se popularizou e virou até inspiração de moda, estampando itens como capa de celular e almofadas (1,2). 

 O Rivotril® é o nome dado pela empresa Roche para o clonazepam, um medicamento da família dos benzodiazepínicos que apesar do nome difícil tem outros irmãos bem famosos, como diazepam (exemplo: Valium®), lorazepam (exemplo: Lorax®, Lorazefast®, Ansirax®), alprazolam (exemplo: Frontal®, Apraz®), cloxazolam (exemplo: Olcadil®) e bromazepam (exemplo: Lexotan®). Basta conversar com algumas pessoas próximas para perceber como o uso destes medicamentos nem sempre é adequado. 

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Dor de cabeça por uso excessivo de analgésicos?

por Fernanda Lacerda da Silva Machado

A dor de cabeça é um problema comum. Por isso, muitos já têm sua receita preferida para tratá-la. Mas o que algumas pessoas desconhecem é que o uso excessivo de medicamentos para controlar a dor de cabeça pode na verdade agravar o quadro. 

O fenômeno, também chamado de cefaleia rebote, pode surgir com o uso prolongado de medicamentos bem conhecidos, como aspirina, paracetamol, diidroergotamina e sumatriptano, mesmo que utilizados dentro das doses diárias recomendadas.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Alerta: Medicamento Flogo-Rosa® não deve ser ingerido


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) publicou um alerta sanitário sobre os riscos da ingestão do medicamento Flogo-Rosa® (cloridrato de benzidamina), especialmente em crianças. A ingestão acidental em quantidades elevados do medicamento pode acarretar agitação, ansiedade, alucinações e convulsões, além de contribuir para o desenvolvimento de quadros de gastrite, úlcera, falência renal, entre outras.

O Flogo-Rosa® é indicado para lavagens vaginais durante o tratamento de vulvovaginites aguda (Inflamação dos tecidos da vulva e vagina) e não deve ser ingerido. Este medicamento possui propriedades anti-inflamatórias e atua aliviando os sintomas da dor, ardor, coceira e corrimento, e também pode ser utilizado no tratamento de micoses, como preventivo no pré e pós-operatório em cirurgias vaginais ou na higiene intima do pós-parto.

Segunda a ANVISA, a agência tem recebidos notificações sobre o uso indevido do Flogo-Rosa®. Algumas pessoas ingeriram o medicamento ou administraram a crianças também por uso oral, apesar dos avisos na bula e na própria embalagem do produto para não ingeri-lo. Também foram observados casos de ingestão acidental por crianças e adultos pelo Centro de Vigilância de São Paulo (CVS-SP) e o Centro de Assistência Toxicológica de São Paulo (CEATOX-SP).

Orientações para o uso apropriado do Flogo-Rosa®:

·         Apenas utilize o medicamento SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
·         Pergunte ao médico e/ou farmacêutico a forma correta de utilização antes de iniciar o tratamento
·         Em caso de ingestão acidental, procure imediatamente orientação médica ou um pronto-socorro informando a quantidade ingerida, o horário da ingestão e os sintomas. Se possível leve a embalagem ou bula do medicamento
·         Mantenha o medicamento fora do alcance de crianças e animais de estimação

Referência:
Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Alerta: Medicamento Flogo-Rosa® não deve ser ingerido. Acessado em 27/06/2016. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/noticias/-/asset_publisher/FXrpx9qY7FbU/content/alerta-medicamento-flogo-rosa-nao-deve-ser-ingerido/219201/pop_up?_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_viewMode=print&_101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU_languageId=pt_BR

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Atenção ao uso de antiácidos que contenham ácido acetilsalicílico na formulação

O FDA alerta aos consumidores e profissionais de saúde sobre o risco de grave hemorragia com o uso de antiácidos que contenham ácido acetilsalicílico em sua formulação. 

Existem evidências bem documentadas dos efeitos do ácido acetilsalicílico sobre o revestimento do estômago e em retardar ou parar a atividade de coagulação das células sanguíneas, e por isso, medicamentos antiácidos, usados para o tratamento da azia, má digestão e hiperacidez gástrica, que contenham o ácido acetilsalicílico podem ocasionar ou agravar eventos hemorrágicos.

Referência:
FDA. Warning: Aspirin-Containing Antacid Medicines Can Cause Bleeding. http://www.fda.gov/ForConsumers/ConsumerUpdates/ucm505110.htm Acessado em 15/06/2016.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Novo alerta para o uso de antibióticos da classe das fluorquinolonas

A agência norte-americana FDA (Food and Drug Administration) publicou recentemente um alerta para o uso de antibióticos da classe das fluorquinolonas, que inclui medicamentos como moxifloxacino (Avalox®), ciprofloxacino (Cipro®), gemifloxacino (Factive®) e levofloxacino (Levaquin®).

Segundo o FDA, os efeitos adversos associados a estes medicamentos superam os benefícios de seu uso em pacientes com sinusite aguda, bronquite aguda e infecções não complicadas do trato urinário, condições nas quais há outras opções de tratamento.

Uma revisão dos dados de segurança indicou que o uso sistêmico de fluorquinolonas, tanto por via oral como injetável, está associado a efeitos adversos potencialmente graves. Estes podem envolver tendões, músculos, articulações, nervos e o sistema nervoso central.

Os pacientes devem entrar em contato imediatamente com o médico caso surjam reações como dores musculares, nas articulações e tendões; sensação de formigamento ou pontadas; confusão e alucinações. 

Caso você tenha dúvidas sobre o uso destes ou de outros medicamentos, envie sua pergunta!


Referência:

FDA. FDA advises restricting fluoroquinolone antibiotic use for certain uncomplicated infections; warns about disabling side effects that can occur together [Internet]. FDA. [citado 6 de setembro de 2016]. Recuperado de: http://www.fda.gov/Drugs/DrugSafety/ucm500143.htm

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Febre: conceito, causas e cuidados

por Fernanda Lacerda da S. Machado

A temperatura do corpo é normalmente regulada pela região do cérebro chamada de hipotálamo. A febre representa uma alteração no termostato que controla a temperatura corporal. As causas mais comuns são infecções, alterações inflamatórias e alguns medicamentos (1). 

Na maioria das vezes, a febre está associada a condições que se resolvem espontaneamente, sem necessidade de tratamento, como nos casos de infecções virais comuns (2).


Quando tratar a febre?

terça-feira, 5 de abril de 2016

Gripe H1N1: como se proteger?

por Fernanda Lacerda da Silva Machado

As notícias de mortes recentes por complicações do vírus da gripe H1N1 chama novamente atenção para a doença que foi considerada uma epidemia global no ano de 2009, a chamada gripe suína (1). O vírus H1N1 causa sintomas bem semelhantes aos causados por outros tipos de vírus Influenza. Portanto, o quadro clínico, assim como os cuidados e formas de prevenção, são os mesmos das gripes de forma geral (2). 

O vírus é transmitido por meio de secreções contaminadas das vias respiratórias que são eliminadas ao falar, tossir ou espirrar. O contágio também pode ocorrer pelas mãos, que após contato com superfícies sujas com secreções respiratórias, pode levar o vírus a boca, olhos e nariz (3).

A maioria das pessoas se recupera de uma gripe naturalmente, enquanto algumas tem risco maior de desenvolver complicações como idosos, crianças, gestantes e pessoas que já tenham alguma outra doença. Desta forma, visando reduzir os riscos de complicações com internações ou mortes, o Ministério da Saúde lançou recentemente a 18a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, que ocorrerá entre os dias 30 de abril a 20 de maio de 2016. O objetivo é vacinar 49,8 milhões de pessoas (4).

Quer saber mais informações? Veja nosso infográfico.



Em caso de dúvidas, envie sua pergunta através da aba Envie aqui sua pergunta.

Referências:

1.            Micromedex® Healthcare Series. Novel influenza A, H1N1 [Internet]. Truven Health Analytics Micromedex Solutions. [citado 31 de março de 2016]. Recuperado de: http://www-micromedexsolutions-com.ez29.periodicos.capes.gov.br/micromedex2/librarian/CS/F5A759/ND_PR/evidencexpert/ND_P/evidencexpert/DUPLICATIONSHIELDSYNC/691BCB/ND_PG/evidencexpert/ND_B/evidencexpert/ND_AppProduct/evidencexpert/ND_T/evidencexpert/PFActionId/evidencexpert.IntermediateToDocumentLink?docId=CR3742A&contentSetId=136&title=Novel+influenza+A%2C+H1N1&servicesTitle=Novel+influenza+A%2C+H1N1#
2.            Centers for Disease Control and Prevention. Everyday Preventive Actions That Can Help Fight Germs, Like Flu [Internet]. [citado 30 de março de 2016]. Recuperado de: http://www.cdc.gov/flu/pdf/freeresources/updated/everyday_preventive.pdf
3.            Brasil, Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Protocolo de tratamento de Influenza: 2015. 
4.            Brasil, Ministério da Saúde. Informe técnico - Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza [Internet]. 2016 [citado 30 de março de 2016]. Recuperado de: http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2016/marco/11/informe-tecnico-campanha-vacinacao-influenza-2016.pdf

Revisão: Danielle Maria de Souza Sério dos Santos, Juliana Givisiéz Valente, Samantha Monteiro Martins e Thaisa Amorim Nogueira.